sábado, 21 de Março de 2009

VERGONHA


É este o futebol português! Até Quando??
Foto: Reuters

quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Reencontro com a baliza



Com uns expressivos 4-1, o Sporting colocou-se na final da Carlsberg Cup ao vencer, com golos de Romagnoli e Derlei, os dragões em pleno Alvalade XXI.
O golo do Porto aos 9’ surgiu como um elemento isolado no meio de todo o ataque leonino. O domínio do jogo foi uma constante para a equipa da casa, que entrou agressiva e dominadora, marcando presença na área portista. Só à passagem dos 20 minutos os dragões conseguiram criar mais oportunidades junto da baliza defendida por Tiago, embora sem grande perigo.
Os jogos do Sporting na Liga tinham sido pautados por vários ataques, nunca traduzidos em golos. Nesta meia-final da Taça da Liga, o jogo leonino pautou-se por um frente de ataque competitiva, também algo perdulária em várias situações, mas finalmente a bola embateu, em quatro ocasiões, nas malhas interiores da baliza. Custou mas foi…
Com duas grandes penalidades marcadas por El Pipi (a concentração evidenciada mostra que o epíteto de marcador oficial de penáltis pertence-lhe sem qualquer réstia de dúvida) e dois golpes de génio de Derlei – foi assim que os adeptos sportinguistas foram brindados com quatro golos numa noite fria. E muito mais poderiam ter sido se Vukcevic e Izmailov tivessem acertado na finalização, face às óptimas oportunidades conseguidas. Não esquecer também Hélder Postiga, com uma exibição plena de raça e querer. Quando jogo contra o seu ex-clube Postiga apresenta uma postura muito mais confiante, como que a querer provar que tem talento. Faltou-lhe o golo.
Já com lugar marcado na final da Taça da Liga, é hora de reencaminhar esta boa exibição para a Liga, onde se aproxima um ciclo de jogos bastante complicado e competitivo, onde se exige máxima concentração. Embora as taças valham muito, o título de campeão nacional é mais que obrigatório nesta época.
Foto: Reuters

sábado, 31 de Janeiro de 2009

“Não há imprescindíveis”


Foi desta forma que Paulo Bento tentou desvalorizar uma potencial saída de Miguel Veloso. O interesse de clubes europeus no jovem jogador internacional tem animado a actualidade leonina mas o técnico fez questão de sublinhar que "O Sporting, com a sua grandeza, tem de estar acima das suas individualidades".
Veloso há muito que acalenta o sonho de sair de Alvalade e embarcar numa nova aventura fora dos limites de Portugal. Prestígio, dinheiro, títulos – nada de anormal para um jogador de futebol, pelo que o desejo do internacional português sair é puramente compreensível. Mas o rapaz do cabelo com estilo aprendeu uma lição no passado. Ao afirmar publica e repetidamente que queria sair do Sporting na temporada transacta, Miguel Veloso sofreu algumas quezílias por parte do público leonino e até Paulo Bento lhe deu um ou outro jogo de folga. Desta vez, porém, o jogador mantém-se calado enquanto o Bolton já anunciou que desistiu da contratação pois o dinheiro exigido pelos responsáveis do Sporting ultrapassa em larga escala a oferta inglesa. Outra abordagem do jogador, mas a vontade de abandonar o reino do leão está mais que implícita. Implícito está também o recado de Bento: “Se passar pela permanência o plantel continuará a ser de 24 e continuaremos a contar com ele [Veloso] nas posições que entendermos” – a médio defensivo ou a lateral-esquerdo…
Miguel Veloso não é insubstituível, como nenhum outro jogador. É influente na equipa mas não é imprescindível. E há que ser realista: Veloso não está concentrado a 100% no Sporting, porque os seus desejos de sair continuam bem vincados. Pode não ser neste mercado de Inverno, mas creio que no próximo Verão irá atingir aquilo que ambiciona há tanto tempo: dinheiro, prestígio ou ambos…

Foto: Record online

segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Festival de golos


Com a expressiva vitória por 5-1 frente ao Paços de Ferreira, o Sporting “colocou-se” nas meias-finais da Taça da Liga, competição que perdeu na final na época transacta.
A equipa de Alvalade apresentou-se com algumas previsíveis mudanças no onze titular: Ronny, Romagnoli e Ricardo Batista deram entrada, substituindo Grimi (de ressaca), Veloso e Patrício. A dupla Liedson e Vukcevic, novamente no ataque, deu resultado na noite de golos que as bancadas algo despidas (mas entusiasmadas) presenciaram.
O princípio de jogo não antevia de forma alguma o final surpreendente. Sporting e Paços de Ferreira careciam de falta de acerto no posicionamento ofensivo, jogando sem grande inspiração, exceptuando alguns lances fortuitos. Não foram raras as vezes que Sporting desceu para reorganizar-se na frente, embora sem grande resultado. Contundo, o golo ao cair do intervalo, um erro monumental de Cassio (mas também só os comete quem lá está…) deu aos leões a vantagem no marcador. Um pequeno reparo também para o outro guarda-redes. Batista, num dos poucos jogos pelos leões, apresentou-se algo inseguro: as saídas em falso aos 22’ minutos personificam a insegurança do jovem, que tem tido poucas oportunidades na baliza verde e branca. Não é, na minha opinião, muito favorável para um jogador em pleno crescimento.
Com Liedson inspirado, com Vukcevic no caminho certo e, claro, com um toque de génio de Izmailov, a equipa da casa adiantou-se no marcador, não dando ao Paços hipóteses para recuperar. A equipa leonina apresentou espírito marcador no segundo tempo, carimbado com “chave-de-ouro” a passagem às meias-finais da Carlberg Cup. O sorteio já na terça-feira ditará o adversário.
Um especial destaque para Liedson. O matador leonino não só não deu hipóteses à defesa do Paços como assinou um hat-trick. Contando já com um lugar na centenária historia leonina, Liedson continua a subir vários degraus de uma vez só.
Foto: Record online

quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

Boas Festas


Deixando os problemas todos de lado, hoje é só mesmo para desejar um
FELIZ NATAL e um excelente 2009 para todos!

quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008

Parabéns Levezinho!


Quando chegou a Alvalade na temporada 2003/2004, vindo de Corinthians, Liedson da Silva Muniz não deve ter minimamente imaginado que seis anos depois estaria a comemorar o seu 31º aniversário em Alvalade, sendo ainda por cima um dos jogadores mais acarinhados pelo público leonino.
Levezinho tornou-se verdadeiramente uma figura incontornável na história do clube, somando golos atrás de golos e batendo recordes atrás de recordes. Em 2009, o 31 prepara-se para ultrapassar Iordanov na lista de jogadores estrangeiros com mais jogos de leão ao peito.
O antigo empregado de supermercado, que despertou para o futebol profissional apenas aos 22 anos, irá também obter no ano que se avizinha o passaporte português, representando tal uma grande conquista que lhe permitirá alinhar na selecção das Quinas.
Após ter sido o melhor marcador em Portugal e no Sporting nas temporadas de 2004/05 e 2006/07, o brasileiro enfrentou este Verão uma complicada cirurgia ao joelho que o impediu de realizar a pré-época e o início da nova temporada. Contundo, desistir não é, de modo algum, uma palavra que conste do dicionário de Liedson!
Contando no seu currículo com duas Taças de Portugal e duas SuperTaças o título que falta mesmo é a conquista da Liga Portuguesa. Porque não em 2009?

quarta-feira, 5 de Novembro de 2008

Fez-se história…


… ontem em Alvalade. Pela primeira vez na sua centenária história, o Sporting conseguiu chegar aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, com ainda duas jornadas pela frente. As três vitórias consecutivas contra Basileia e Shakhtar, ditaram o segundo lugar do grupo, imediatamente atrás do Barcelona.
O jogo de ontem frente aos ucranianos não foi um belo jogo de futebol mas o que faltou em espectáculo, sobrou em sofrimento. Com um onze relativamente “recomposto” com a saída de Romagnoli e Derlei para a entrada de Veloso e Postiga, a partida começou melhor para os leões mas o ímpeto inicial foi-se perdendo com o passar dos minutos de jogo. Os leões souberam sempre sofrer, mesmo em períodos em que o adversário se superiorizava, conseguindo, desta forma, manter a igualdade no resultado e perto do final dar a sentença final. Acabado de entrar, Derlei aproveitou bem um passe de Izmailov e rematou para dentro da baliza. Minuto 73’: minuto histórico – o golo que marca a inédita passagem à próxima fase da tão afamada Liga Milionária.
Num período em que o clube enfrenta a desconfiança de quase tudo e todos, esta vitória sofrida vem mostrar que afinal este leão é e sempre será um crónico candidato às mais variadas conquistas. Numa equipa de futebol há sempre momentos em que nem tudo corre bem mas há sempre um pormenor que pode mudar a história: a perseverança. O Sporting conseguiu acima de tudo ser perseverante e os festejos de Paulo Bento após o golo demonstram tal.
Nada mais há apropriado para dizer quando a emoção ultrapassa tudo, excepto um : OBRIGADO SPORTING!
Foto: Associated Press

terça-feira, 28 de Outubro de 2008

A supremacia do individual em detrimento do colectivo

“Stojkovic diz que tem de ser 1ª escolha, Moutinho diz que quer sair, Vuk diz que quer jogar sempre e agora Veloso parece que exige o meio-campo. Hipótese A: os jogadores do Sporting, por um acaso qualquer, são mais indisciplinados do que os outros. Hipótese B: é Paulo Bento, que até já afastou as estrelas Liedson, Deivid, Polga e os atrás citados quando achou adequado, que tem a culpa. Hipótese C: falta de liderança na região acima do técnico. Não será por um azar terrível que os jogadores leoninos são mais mimados do que os outros. Nem por causa de Bento, com provas disciplinares dadas. Provavelmente, Stojkovic, Moutinho, Vuk e Veloso não vêem ninguém que respeitem acima de qualquer suspeita para lá do treinador.” A crónica é de João Almeida Moreira e vem expressa na edição de hoje do jornal Record.
Sinto-me impelida a concordar com ele. Os (demais) casos de indisciplina no plantel não são, pura e simplesmente, normais. É compreensível que todos queiram jogar. Esse é, aliás, o objectivo primordial de qualquer jogador mas requerer um lugar específico é subir a um pedestal demasiado alto. Não defendo que os jogadores de futebol sejam marionetas nas mãos das pretensões de um treinador mas este é o principal timoneiro da equipa. É ele quem decide quem, onde e quando devem jogar, é ele que sofre as consequências quando as coisas correm mal. Paulo Bento tem tentado, bem ou mal consoante as diferentes perspectivas, gerir os acontecimentos no plantel leonino. Mas parece que falta uma ajudinha daqueles que estão no topo da hierarquia. Fazia bem à equipa esses mesmo descerem um pouco “à terra” e contactarem com a realidade bem mais de perto. Tais assuntos não podem ser abordados com leviandade, pois traduzem casos graves de indisciplina que abalam a equipa.
Um balneário unido e concentrado nos mesmos propósitos é meio caminho andando para as vitórias. Mas cada vez mais no futebol, as pretensões individuais falam mais alto que o colectivo…

quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

A um passo


180 minutos – dois golos: é este o espectacular registo de Liedson, um atleta que esteve parado cinco meses. E ainda por cima dois golos decisivos: o primeiro carimbou a passagem para a próxima qualificação referente à Taça de Portugal e o segundo originou um passe em frente no que diz respeito à passagem aos oitavos de final da Champions. E ainda há mais: com este tento Liedson tornou-se no maior marcador da história do Sporting em competições europeias com 19 golos, superando o mítico Manuel Fernandes.
Num jogo disputado sob o frio de Donetsk, Paulo Bento encarou esta partida (pelo menos aparentou) como mais importante que vencer, era não perder. Os leões apenas se aproximaram da baliza contrário levando perigo aos 12’ na primeira parte, um registo demasiado fraco, o que dava a sensação que o jogo só seria decidido mediante um golpe de mestre. Pois bem, não foi um mas sim dois golpes de dois mestres: primeiro Derlei que serviu Liedson impecavelmente e depois o Levezinho a marcar o único mas decisivo golo da partida.
Diga-se, o Sporting não apresentou na Ucrânia um futebol convincente; jogou mais à defensiva, mais preocupado em não sofrer golos do que os marcar. Enquanto apaixonados pelo futebol, todos queremos ver o Sporting a jogar bem e bonito. Mas tal “beleza” no futebol não é sinónimo de vitória, infelizmente. Paulo Bento já assumiu mais que uma vez que prefere jogar “feio” e ganhar do que “bonito” e perder. Se isso nos levar aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, que continuem a ganhar! Já só falta um vitória para o sonho se tornar finalmente realidade.

Foto: Associated Press

segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Levezinho de volta


A vitória em Leiria para a Taça de Portugal trouxe por fim algum motivo de alegria: Liedson está de volta aos golos. No seu primeiro jogo a titular depois da paragem de cinco meses por lesão, o Levezinho voltou a fazer aquilo que tanto sabe e gosta de fazer. Com ele em campo, até tudo parece mais fácil.
Na 5ª eliminatória referente à Taça de Portugal, da qual o Sporting é o detentor, o golo isolado de Liedson bastou para carimbar a passagem à próxima eliminatória. Num jogo que podia ter dado goleada, tais foram as oportunidades “verde e brancas” na segunda parte os leões voltaram a mostrar graves deficiências quanto à finalização. Várias foram as oportunidades criadas pelos atacantes leoninos frente a uma débil União de Leiria (não esquecendo, porém, que esta mesma débil UDL nos derrotou por 4-1 naquele “fatídico dia…) mas na hora de rematar à baliza foi o desacerto total.
Num jogo em que o “pesado” Roca ficou no banco (terá de perder algum peso porque está longe da forma que apresentou no início da época), esta vitória mesmo que só por um golo de diferença (mas o que importa não é mesmo vencer?) vai de certeza aumentar os índices de confiança da equipa leonina que bem precisa pois vem aí mais um ciclo desgastante, onde a missão Champions volta à acção já na quarta-feira!
Um pequeno destaque que me intrigou bastante: Filipe Soares Franco falou numa entrevista recente da falta de militância dos adeptos do Sporting. Pois bem, neste jogo o Presidente preferiu ir ao Algarve ver golfe em vez de ir apoiar a equipa. Bons exemplos, portanto…
Foto: João Trindade (Record online)

segunda-feira, 6 de Outubro de 2008

Recebemos a factura, obrigado!


Se o Sporting esperava um Porto fragilizado pela derrota de 4 a 0 frente ao Arsenal, enganou-se redondamente. Quem se mostrou mais frágil foi sim o Sporting, nunca se conseguindo superiorizar ao adversário e revelando ainda graves lacunas que se têm vindo a evidenciar desde o jogo com o Barcelona.
Sem Vukcevic nem Izmailov, os donos da casa mostraram-se sempre demasiado permissivos frente a um F.C. Porto que não se amedrontou de jogar em ambiente hostil. Cedo ficou demonstrado que os treinadores de cada clube alinharam ambos num jogo mais táctico e a partida nunca chegou a atingir grandes índices de bom futebol, em virtude dos muitos erros cometidos e alguma passividade. O Porto, mesmo sem ter feito um jogo brilhante (longe disso), conseguiu errar menos vezes e aproveitar os erros do Sporting, conseguindo então assumir o controlo e adiantar-se no marcador. A equipa leonina apresentou-se como agora invariavelmente se apresenta: apática, a dar 45 minutos de avanço ao adversário e sem nenhuma garra para “matar” o jogo. É necessário um desfibrilador para colocar novamente aquela equipa com “ganas” de vencer, que parece ser o que tem faltado!!
Com um meio campo em claro défice de rendimento, com Roca longe do que já mostrou, com Moutinho a levar quase a equipa aos ombros e ontem até teve Djaló a nº10. Espero que seja desta que Paulo Bento aprenda que não o deve colocar naquela posição… Derlei e Postiga tinham vontade mais que suficiente para alvejar a baliza portista mas Nuno Espírito Santo revelou-se inspirado.
Depois de três vitória consecutivas no arranque do campeonato, em quatro jogos o Sporting consentiu três derrotas e sempre com exibições poupadinhas. Esta equipa não é aquela que começou a época e que prometia conquistar títulos. É importante reencontrá-la o mais depressa possível e fazer chegar novamente o bom futebol a Alvalade. Ainda só estão decorridas cinco jornadas e é nos jogos com os chamados “pequenos” que os campeonatos se costumam decidir…

Foto: LUSA

quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Primeiros três pontos na Champions


Com uma vitória por 2-0 frente ao Basileia da Suíça, o Sporting conquistou os seus primeiros pontos na Liga dos Campeões mas o jogo assumiu diferentes contornos das partidas do ano passado a contar para a Taça UEFA.
Os leões entraram bem, com energia, o que era por certo um início auspicioso. Puro engano. Com o passar dos minutos o Sporting baralhou-se, enervou-se em campo e complicou aquilo que à partida seria simples: vencer ao Basel. Passes perdidos, ataque sem ligação, meio campo desconectado, com Romagnoli em baixo índice de evidência. Os problemas ontem foram muitos mas felizmente, para os adeptos e para os cofres leoninos, depois do intervalo, o Sporting conseguiu desatar o nó que ele próprio deu no jogo, porque apesar de os suíços terem ido a Alvalade sem medo, uma equipa leonina com outra força poderia bem ter feito goleada.
O que sobressaiu do primeiro tempo foi que os leões pareciam estar nervosos com o jogo, com medo de falhar, talvez por este jogo ser de extrema importância, porque primeiro vínhamos de duas derrotas (Barcelona e Basileia) e em segundo porque não conquistando os três pontos, a continuação na Liga milionário estaria seriamente ameaçada. Ao intervalo, Paulo Bento serenou os ânimos e a equipa entrou mais serena e os golos surgiram, se bem que o primeiro foi num golpe de sorte. Mas era precisamente um golo que o Sporting precisava para colocar os níveis de confiança em alta e assumir assim o controlo da partida.
O que vem se notando desde à uns jogos é a descida de qualidade de jogo praticada pelo Sporting. A equipa que esteva ontem em campo, essencialmente nos primeiros 45 minutos não era a que ganhou a SuperTaça e a que começou o campeonato com três vitórias, nem a que muitos colocam como a equipa mais preparada para ganhar o campeonato. Pelo contrário, nestes jogos os leões mostraram várias fragilidades, uma certa falta de concentração e força que é bastante condicionante no decorrer dos jogos. Com o jogo do Porto já no fim-de-semana, é hora de os leões de Paulo Bento reflectirem sobre todos os erros cometidos e adoptarem uma postura mais confiante e madura. Qualidade há muito no plantel, há que deixá-la saltar para dentro de campo.
Foto: Associated Press

segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Pouca motivação


Não correu da melhor forma o primeiro derby desta temporada. Perder custa sempre, perder contra o Benfica é, digamos, sofrido.
Num jogo que começou equilibrado, com oportunidades para ambas equipas, a primeira parte primou pela falta de acerto da equipa leonina. Uma permissividade na hora de rematar à baliza que foi crucial para o desfecho do jogo. O que faltou ao Sporting foi agressividade, aquela capacidade de “matar” o jogo quando teve oportunidade, faltou suar um pouco para conseguir pelo menos um golo – procurar a sorte em vez de esperar por ela. Em vez disso, o leão andou um pouco na expectativa para ver o que acontecia e acabou por ver entrar dois golos quase seguidos na baliza de Rui Patrício.
Paulo Bento referiu após o jogo que a equipa poderá ter feito mais. Porque não o fez então? Num jogo que acarreta sempre grandes doses de entusiasmo e, digo eu, de motivação para os jogadores, porque razão essa mesma não transpareceu em campo? Questões que saltam no rescaldo do derby mas a que depressa se terá de arranjar resposta porque o Basileia e o Porto estão aí à porta. Este foi um jogo que acabou em derrota. Acontece. Venham agora as vitórias.
Foto: LUSA

segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

E Vukcevic novamente…

E rebentou novamente uma “bomba” no Sporting. Depois do jogo contra o Belenenses, Vukcevic foi peremptório quanto à sua opinião: "Decidi que vou sair em Dezembro. Joguei hoje mais minutos do que em toda a época e não há nada melhor para um jogador. Eu só queria jogar e ajudar a equipa mas isso, pelos vistos, é mau aqui. É uma situação muito difícil para mim mas vou dizer ao clube que decidi sair em Dezembro". Quando tudo parecia estar encaminhado entre o jogador e o treinador, uma vez que o montenegrino tinha acabado de jogar quarenta e cinco minutos de leão ao peito depois de não ter sido convocado para alguns jogos, eis que Vuk abre uma brecha que dificilmente terá solução. Paulo Bento referiu há dias, sem se referir concretamente a Vukcevic, que “Todos os jogadores dão garantias de poder jogar sempre que façam o que eu pretendo e ponham o ‘nós’ à frente do ‘eu’. Se fizerem o contrário admito que é muito difícil trabalhar comigo”. Ora, nada mais simples de interpretar mas Vuk preferiu então por o “eu” à frente do colectivo a arrisca-se a não deixar o banco, tal como aconteceu com o seu amigo Stojkovic.
Toda esta situação provocou um abalo no seio da família leonina e as opiniões dividem-se. Uns acusam Bento de excesso de disciplina, outras culpam o jogador pelo seu feitio. Sabe-se que Bento tem “mão-de-ferro” sobre o balneário e que não admite vedetismos. Para o treinador esta a principal chave para um balneário forte e consolidado. Por outro lado, o montenegrino é um excelente jogador, tem garra e o seu espírito lutador evidencia-se em campo, razão pela qual sempre foi dos mais acarinhados pelos adeptos. Mas Vuk e toda a equipa tem de entender que não pode haver imprescindíveis e que não há lugares marcados em campo. É preciso trabalhar para conquistar um lugar e não apenas dizer que está inconformado por estar no banco. Ou Vuk toma consciência e deixa de ouvir opiniões de terceiros (mais precisamente do seu empresário que estará em supostas pressões para tirá-lo do Sporting) ou então em Dezembro ou Julho vai de certeza rumar a outras paragens, mediante, claro, uma boa quantia para os lados de Alvalade. Ele que se esforce e talvez ainda actue de camisola verde ao peito.
P.S.- E ao que parece a SAD leonina não parece dar mostras de fazer a vontade ao jogador (consultar aqui). Boa decisão!

quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Entrada com o pé esquerdo


O Sporting entrou com o pé errado na edição da Champions deste ano. Não tanto pelo resultado, pois convém referir que, apesar de o Barcelona estar a passar uma suposta crise (??), não deixa de ser uma equipa de top mundial, mas sim pela forma como a equipa entrou em campo, parecendo ter medo do adversário. Foi isso que condenou o Sporting: não se ter colocado de igual para igual com o Barcelona, respeitando os catalães mas não os temendo. Ao invés, amedrontou-se e em Camp Nou os donos da casa foram reis e senhores do jogo.
Para testemunhar a falta de acerto verde e branca, basta referir que o primeiro remate do Sporting foi aos 26’ e não levou perigo à baliza de Valdês, numa altura em que a equipa já perdia por 1-0 mas podia estar a perder por muito mais se a dupla atacante do Barça estivesse mais inspirada.
A equipa catalã tinha o total domínio do jogo e o Sporting raramente tinha a posse de bola, não conseguindo assim construir qualquer jogada de ataque. Depois do intervalo, os leões voltaram um pouco mais inspirados mas o penálti assinalado que Eto’o converteu. Ao ver-se a perder por 2-0, Paulo Bento fez entrar Postiga e Veloso e o Sporting conseguiu reduzir a desvantagem com um golo de Tonel. Mas foi sol de pouca dura porque a entrada de Pereirinha e a saída de Caneira, com a consequente deslocação de Veloso para lateral esquerdo, tirou ao Sporting o (pouco mas mesmo assim algum) dinamismo, e o terceiro golo encerrou de vez qualquer esperança verde.
Este jogo não condenará o Sporting à exclusão da Liga dos Campeões porque à partida a eliminatória seria (e será) discutida com o Shaktkar e Basileia. Mas esta equipa sem vontade e amedrontada não pode ser aquela que almeja conquistar o campeonato e passar à fase de grupos da Liga dos Campeões. Convém aprender com esta actuação e nunca mais a repetir!

Foto: LUSA

sábado, 13 de Setembro de 2008

Postiga à leão


“Gosto mais do Sporting a cada dia que passa”. Postiga, em entrevista a Record (ver aqui) afirma-se renascido para o futebol com o ingresso no Sporting, uma vez que o próprio afirma que “estava morto no FC Porto”. As desconfianças que o rodearam nos últimos tempos no Dragão, uma vez que deixou de ser opção válida para Jesualdo Ferreira, já lá vão e o avançado de 26 anos sente-se bem no clube que lhe devolveu a confiança que lhe faltava.
Postiga foi talvez uma das maiores surpresas no defeso, primeiro porque dos muitos jogadores falados na imprensa, o nome do ex-portista não conferia da extensa lista e também porque não estava num bom momento de forma, tendo sido dispensado do Porto para jogar na Grécia. Por certo é que Paulo Bento já afirmou que Postiga sempre fora a primeira hipótese para a vaga deixada por Purovic. E é por sentir-se desejado e integrado no balneário, que considera um dos melhores da sua carreira, que está com os índices de confiança em alta. E já fala à leão, assumindo que a equipa está forte e concentrada em ganhar o campeonato.
Com Yannick, Derlei, Postiga e Tiuí disponíveis e com Liedson quase reabilitado da operação que a foi submetido, Paulo Bento tem à sua disposição um lote de cinco avançados mas só há lugar para dois. Mas com tantas competições em que o Sporting está envolvido, é legítimo pensar que todos terão oportunidade para se mostrar. Vontade não lhes falta! Venham de lá os golos!
Foto: LUSA

quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

Uma lição a aprender


Sempre afirmei que em Portugal há uma certa ilusão em relação às Quinas, um certo endeusamento, digamos. Somos uma equipa de top, com jogadores de classe mundial. Mas muitas vezes queremos sempre dar um passo maior do que o pé e o resultado nunca nos é favorável. Nos últimos tempos de Scolari que o que faltava a Portugal, na minha opinião, era ser uma equipa, agir como um todo e os jogadores deixarem de se armar em vedetas e preocuparem-se mais em jogar com a camisola de todos nós. Portugal parece uma boa equipa, mas tem de deixar de parecer e passar a ser. Por essa razão, confesso que não tomava como assegurada a chegada às meias-finais ou à final do Euro’08. Não me enganei e a selecção nos jogos que fez nunca demonstrou verdadeiramente em campo que era considerada uma das favoritas a ganhar.
Agora com Carlos Queiroz, as dúvidas permanecem. O novo seleccionador deixou a selecção nos anos 90 em litígio, percorreu meio mundo e decerto ganhou experiência. Nesta nova aventura no comando da selecção, o primeiro teste mais a sério frente à Dinamarca não acabou bem. Jogaram bem, é incontestável, mas muitas vezes há que saber pôr um travão no jogo quando estamos em vantagem no marcador. Queiroz quis por Portugal a jogar futebol bem jogado, futebol total mas deslumbrou-se com a exibição e quem tudo quer, tudo perde. A selecção não soube abrandar (leia-se segurar o resultado) e no fim foi um verdadeiro descalabro lusitano, com Portugal a consentir 3 golos nos últimos 10 minutos e a perder os três pontos. Apenas por culpa própria: por ser demasiado orgulhosa para segurar o resultado e por ter sido mais que perdulária (chegou a meter impressão a falta de acerto dos jogadores lusos). É certo que o ex-adjunto do Manchester está agora a compor a equipa. Mas o jogo frente à Dinamarca foi uma lição que Queiroz tem de aprender. Porque todos queremos ver bom futebol. Mas no fim de contas, se não houver vitórias, todos sabemos o que acontece no fim...
Fotos: LUSA

sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Constante agitação


Primeiro foi todo o aparato em torno de Stojkovic, com as suas polémicas entrevistas e as do seu empresário. De seguida foram Veloso e Moutinho que resolveram agitar as hostes leoninas, revelando à imprensa que desejavam abandonar o clube leonino. Com o fim do período de transferências nenhum dos jogadores saiu e todos os “casos” amansaram. Mas logo surgiu um novo foco de interesse. Simon Vukcevic foi quem se seguiu.
Após não ter sido utilizado na final da Taça de Portugal por opção técnica, conforme afirmou Paulo Bento, Vukcevic fez saber que não se conformava com a condição de suplente e que iria reunir-se com a SAD para discutir sobre esse assunto. Vuk é conhecido pelo seu feitio temperamental e não se conformou por ter sido preterido da equipa. Ao que parece, essa reunião nunca se chegou a realizar mas ao não ser utilizado nos encontros com Real Madrid e Trofense, o caso voltou a preencher as páginas dos jornais (há falta de assunto para escrever…). A contribuir também veio o seleccionador de Montenegro, Zoran Filipovic, a afirmar que Vuk não estava bem psicologicamente por não ser opção para Bento. Se não são os empresários dos jogadores a opinar sobre o trabalho dos outros, são os seleccionadores! Paulo Bento é o técnico do Sporting. Apenas ele decide quem joga e quem não joga. Bento já frisou que conta com o montenegrino, mas também muitas vezes se pronunciou que o mais importante é a equipa e nunca o jogador deve por o seu interesse à frente do colectivo.
Vukcevic é um jogador com qualidade e sabe disso. Mas ninguém tem o lugar garantido. Paulo Bento mostrou ao jogador que conta com ele, mesmo que o tenha posto apenas a jogar os instantes finais do jogo com o Braga. É um sinal. Agora Vukcevic depende dele próprio.

Paulo Bento entre a elite europeia


Paulo Bento lado a lado de Ferguson, Wenger, Mourinho e companhia. Estranho? Não, acontece na 10ª edição do Fórum de Treinadores de Elite da UEFA, por isso a sessão de treino dos leões não foi, nem ontem nem hoje, como habitualmente orientada pelo técnico. Esta é a segunda vez que o treinador leonino é convidado e este é sim um reconhecimento do trabalho realizado com o Sporting. Por muitas críticas que lhe dirijam, desde a inexperiência ao corte de cabelo, os números falam por si. No comando da equipa leonina desde 2005/2006, Bento contabiliza duas SuperTaças, duas Taças de Portugal e três apuramentos consecutivos para a Liga dos Campeões. Esta participação nas provas europeias foi aliás determinante para a sua presença, tal como refere o técnico. É certo que falta o campeonato mas com 39 anos é já um percurso recheado. E este ano Paulo Bento bem pode juntar ao seu currículo a conquista do campeonato.
Foto: uefa.pt

terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Missão cumprida


Num jogo com somente um golo, com muitos cartões, pautado pelo esforço e inteligência, o Sporting saiu de Braga com a vitória e está no comando da Liga, partilhando a liderança com o Nacional ambos com 6 pontos.
Aos três minutos Postiga abriu o marcador, após boa movimentação de Abel pela direita a entregar de primeira para o Postiga marcar o seu primeiro golo de leão ao peito. Este golo madrugador estragou um pouco os planos de Jorge Jesus mas serviu às mil maravilhas a Paulo Bento. Ao ver-se a vencer, o Sporting mostrou-se, mais que uma equipa que queria aumentar a vantagem, mas sempre uma equipa que quis gerir o jogo, mas com grande dose de inteligência. Em vez de dominar a partida, a equipa leonina controlou-a. Parece o mesmo, mas em efeitos práticos é bastante diferente. O Sporting não foi rei nem senhor do jogo, mas teve-o sempre controlado, razão pela qual o Braga não conseguiu marcar. Um jogo inteligente, portanto.
Além de mostrar uma equipa inteligente e com mais dose de maturidade, esta partida mostrou também que Paulo Bento tem ao seu dispor um grande lote de alternativas. Três dos reforços foram ontem titulares e todos cumpriram. Caneira conseguiu suprir a ausência de Polga, actuando seguro e concentrado ao lado do compatriota Tonel. Roca assume-se a cada jogo como o patrão do meio campo e lá na frente Postiga obteve a sua recompensa ao marcar o golo que tanto desejava.
Como o mais importante ontem era ganhar, Paulo Bento não quis correr riscos e actuou com o losango a partida inteira. A beneficiar do cartão vermelho mostrado a João Pereira (que literalmente expulsou-se ao pisar João Moutinho quando este estava no chão), o Sporting segurou o resultado e mostrou que muita coisa mudou desde a época passada. Ser campeão é o objectivo máximo e este leão astuto tem tudo para o conseguir.
Foto: LUSA